
Meu Humor
Nome:Leni Martins
Idade:42
Cidade:São Paulo
Eu gosto:Escrever
NickName:Lonely Star
E-Mail:leni.martins@uol.com.br
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pelo artigo 184 do código penal.
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Palco da vida

Abrem-se as cortinas
de um palco iluminado,
é o palco da vida
sendo apresentado.
Palco da vida,
onde todos fingem
um personagem,
fazendo-se de fortes
quando são todos frágeis.
No palco da vida todos
representamos, mascaramos
nossos medos
ocultamos nossos segredos.
Representar é preciso
no palco da vida,
sorrir quando se deseja chorar,
temos que ser artistas, camuflar...
No palco da vida
cada qual com sua máscara,
carregando sua casca
representando uma farsa.
Palco iluminado...
o palco da vida é um teatro, representado
por humanos simulados,
somos todos artistas
encenando os atos.
Ao fecharmos as cortinas de luzes
apagadas...
retiramos nossas mascaras,
somos nós mesmos de
cortinas fechadas.
Leni Martins
Vento

Serei o vento que passa
que fica e te leva sem asas.
Serei o vento que uiva
em arvores choronas,
choram suas folhas, balançando
com a chuva ,que depois as abandonam
Serei o vento que sopra na direção dos campos
Cobrindo-te com seu manto de flores singelas,
Flores de laranjeira, brancas e amarelas.
Serei o vento que apavora na aurora de um
amanhecer.
a tempestade que passa e deixa rastros,
serei o sereno, o vento sem rumo,
no prumo de um veleiro a mercê.
Tornarei-me o vento
Tocando-te os cabelos
Beijando-te a face
Entregando-te meu pensamento
Serei como o vento
Leni Martins

Sem lápide, sem flor

Sepultarei este sentimento
sem lápide , sem flor,
no mais profundo esquecimento
sepultando junto
toda minha dor.
Sepultarei
minhas lembranças
e toda saudade que sinto de ti...
no mais profundo esquecimento, no
lamento de cada dia que perdi.
Sepultarei este sentimento
e junto dele minha esperança , minha ilusão
sangrando a alma...
feito lança fincando o coração.
Enterro-te , meu sentimento,
no poço fundo que me lançastes,
permaneça lá no fundo de onde saíste
e nunca mais me vem afligir.
Sepultando-te eu sobrevivo
sem lamúrias...
sem sofrimentos,
encontrando minha luz,
afugentando meu tormento.
Sepulto este amor
no mais profundo esquecimento,
sem ressentimento.
Sem lápide , sem flor.
Leni Martins

Punhal

Punhal
Beberei deste sangue
que me escorre pelo peito
numa taça de cristal quebrada,
sobre o punhal de lamina afiada,
que corta a alma , que mata.
Resistirei à dor ,
fincarei mais ainda
para nunca esquecer o desamor.
Beberei deste sangue até a ultima gota
para nunca esquecer tua traição.
Saciando minha ira
carregarei este punhal no coração.
Punhal de muitas faces,
cortaste minha carne
sem piedade, sem compaixão,
sobressaltando do meu corpo
a cor vermelha espalhando-se pelo chão.
Lavarei minhas vestes brancas
neste sangue derramado
que tornar-se-á a mortalha
deste corpo dilacerado.
És punhal
em todos os teus atos.
Leni Martins
